29 de outubro de 2009

Calmaria



O morno calor da água me abraça
Molhando meus beijos
Regando os desejos
Ouço o murmúrio
Que sorri enquanto me envolve
Me deixo envolver
Me permito sentir
Agora, apenas sinto
E no sentir, cresço
Agora sou enorme, plena
E aceito esse abraço
Tão suave, tão sereno
Mil braços me embalam
Flutuo, conduzida por macias mãos
E somos apenas eu e esse universo imenso
Esse murmurar me entorpece
Envolvente cantiga de ninar
Que conduz meus sonhos
Enquanto seu abraço me aquece
Vejo que já não me pertenço
No sonho, me deixo ficar
Gosto de sonhar!
Molemente me entrego
Aos carinhos macios
Ao gostoso calor dessa água
Que banha minha alma
Que me deixa calma
E me faz suspirar
Me leva para outro mundo!


21 de outubro de 2009

VIDA REAL



Olhando o seu olhar
tento me encontrar
neles já não me reconheço

Procuro os bons momentos
Foram tantos e no entanto
neles já não me reconheço

Sei que ainda me ama
Para teus braços me chama
Mas neles já não me reconheço

Porque você deixou morrer assim
deixou nosso amor morrer em mim
me agarro em qualquer esperança
um motivo, uma lembrança
querendo acreditar que não acabou
me engano, entre nós tudo mudou

6 de outubro de 2009

EU QUIS

Um dia, eu quis ser poesia
E com versos, rimas e encanto
Te envolver em bruma e magia

Um dia, eu quis ser magia
E com feitiços, bruxarias e amuletos
Te trazer para junto do meu peito

Um dia, eu quis ser medo
E no escuro silêncio da noite
Ser seu abrigo, seu sossego

Um dia, quis eu ser paixão
E no fogo alucinado
Queimar teu coração

Nada disso eu pude ser
Nada disso me trouxe você

Pudera eu ser amor
Que por si só, se explica
Ser amor, pura poesia
Conhecer essa magia

Pudera eu ser amor
Sem medo, sem dor
Ser amor e não paixão
Não machucar o coração



3 de outubro de 2009

Como será?




Passo os dias a imaginar...
Como será, a sua boca beijar?
Imagino seu hálito doce e quente
Respirando no meu suspiro
Como uma carícia, eu sinto junto ao meu rosto
O desejo vem em ondas
Aspirais de deleite que me põe louca
Sinto a mornitude dos seus lábios
Queimando meu pescoço
Ardendo minha pele com o fogo do desejo
Meu sorriso encontra o seu
Bocas nervosas se tocam
Mordendo beijos guardados, não revelados
Estremeço...Mas essa emoção é só ilusão
São ecos de sensações não vividas
Saudades anônimas de beijos nunca dados
Deverão eles serem roubados?
De novo, me pego a imaginar...
Como será, a sua boca beijar?