Pessoas caminham pelas ruas
A vida noturna se agita
A magia da noite pede espaço, grita.
Sorrisos dançam nas bocas
Iluminando as máscaras loucas.
Tudo é indiferente...
Adrenalina solta nas veias
O medo da solidão armando teias
Tramas complicadas de entender.
Porque ninguém é o que pode ser?
Desfile mágico na passarela da vida
Expressões de alegria escondem a imagem sofrida
A beleza, dom efêmero
Neste palco de atores solenes
Onde toda graça é perene
Esse teatro todo me enoja
Tudo aqui é muito falso
Essa farsa movida por impulso
Um ato passageiro, de uma encenação ligeira
O pavor de ficar sozinho é enorme
E por isso estragam suas vidas inteiras
A timidez aqui não tem lugar
Se esconde, ante a luz do luar
Mas isso é uma característica bem humana
Essa espécie tão mundana
As pessoas estão suceptíveis
A ter medo das coisas mais incríveis
A solidão, poucos suportam
São fracos, por isso lamentam
A tristeza que teem que agüentar.
Um remédio bem eficaz
Para o ser humano ter paz
É se esconder atrás de um sorriso ensaiado
Fingindo que a felicidade é um sentimento já alcançado
E assim continua a busca:
Mascaras se sobrepondo às faces
Alegria forçada dando brilho a velhos trastes
Todos, sem chance alguma de serem felizes
Ao menos uma vez, de verdade.